Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.

Debate Coral 05/01/2008

Tricolores, o recesso tá acabando…

Só um minutinho, que vou ali desarrumar as malas.

A Redação do Blog do Santinha

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Faltam SEIS dias para o nosso primeiro jogo, e QUATORZE para voltarmos a torcer em nosso Arrudão renovado (quase tudo pronto, confira nas fotos da CoralNET). Falta pouco, falta pouco…

Gramado plantado...

Gramado plantado e já verdinho...

...e arquibancada sendo pintada, quase tudo pronto

...e arquibancada sendo pintada, quase tudo pronto

Debate Coral - 02/01/2009

Tricolores, continuamos em recesso. Voltaremos já já…

Agora dá licença, vou ali passar o protetor solar.

A Redação do Blog do Santinha

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Enquanto isso, próximo ao Edifício Acaiaca em Boa Viagem, logo após a meia noite, a galerinha da Portão 10…

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Isso é que é começar bem o ano. Feliz 2009!

Pai Kuzé - previsões para 2009

Por Gerrá da Zabumba

Outro dia, num papo filosófico de mesa de bar, chegamos à conclusão  que esse negócio de confraternização já virou uma coisa banal. Vulgarizaram as confras.

É confraternização de tudo que se imagina. Eu, particularmente, passo longe de algumas.

Mas, amigos, em uma confraternização eu não poderia faltar. A festa de confraternização de Pai Kuzé. A confrakuzé (ou confra-kuzé, não sei bem como se escreve), como o babalorixá prefere chamar. Pela primeira vez, fui convidado para ir a festa de Pai Kuzé. Então, como eu sempre faço a consulta sobre o que vem no ano novo para o Santa, aproveitei para matar dois coelhos com uma bala só. É que na confra-kuzé (ou confrakuzé), rola uma previsão coletiva. A certa altura da festa, Pai Kuzé joga os búzios para todos os presentes.

É lógico que por motivos de segurança, fui acompanhado de minha amiga Nádia, que já é freqüentadora do terreiro, faz tempo.

Pense numa festa. Bode guisado, galeto, sarapatel, buchada, galinha guisada, caldinho de feijão preto, aguardente, run montilla, cerveja, sidra, enfim, comida e bebida foi de dar na canela. Até amigo secreto rolou.

E tome cachaça, batuque e dança.

De repente um grito longo e fino. Era Pai Kuzé se manifestando, o batuque ficou mais forte, se abriu uma roda no meio do salão e o babalorixá coral começou a rodar e falar embolado. Foi o auge da festa. Era espírito baixando para todo lado. Homem falando fino, mulher falando grosso. Os cachaceiros tudo dizendo que estavam com Zé Pilintra no corpo,  “bota uma cana, que Zé Pilintra chegou”, gritou um sujeito baixinho e careca. Uma senhora morena virou Jurema da Mata. Outra incorporou a Cigana Carmencita. Foi resenha.

Lá pras tantas, quando mais da metade do povo já tinha ido embora, eis que chega a hora do ritual coletivo. “Vai rolar os búzios”, alguém deu um grito meio histérico. Nádia me puxou pelo braço. Fomos para uma sala mais reservada. Pai Kuzé estava sentado, com os olhos avermelhados e ao lado de uma garrafa de aguardente. “Se liga, para tu perguntar pelo Santa”, avisou Nádia.

“Tchoc, tchoc, tchoc, tchoc, tchoc”, era o barulho dos búzios.

“Meu marido volta?”, perguntou uma senhorita magra e gasguita.

Pai Kuzé tomou uma lapada e jogou os búzios. “Minha filha, lhe digo uma coisa: não vai ser fácil, mas ele quer voltar. Estou vendo correntes. Ele quer voltar, mas está amarrado”. A moça caiu no choro e saiu da sala correndo.

Me preparei para fazer a consulta, mas um senhor gordo foi mais rápido e indagou: “Pai Kuzé, será que minha redução de estômago sai?”. Búzios jogados, olhos fechados, mão na testa, “hummmm!!! Uma máquina de costura, um saco, um carretel de linha…, um nó. Chuva, está vindo chuva. Tempestade”. Olhei para o gordo, o sujeito estava amarelo e molhado de suor.

Nádia me cutucou, avisando que eu perguntasse, mas um jovem de óculos se antecipou: “quero saber da minha vida sentimental. O amor”. Os búzios foram lançados. “A lua, a estrela Dalva, o mel. Tem aqui um escravo, tem também algumas cordas. Meu filho, parece que você vai ter sorte no amor. Mantenha a serenidade”. O jovem suspirou e mordeu os lábios, como se estivesse sonhando acordado.

Antes que alguém passasse na minha frente de novo, gritei: “PAI KUZÉ!! E O SANTA CRUZ?”.

“Meu querido, que susto! Vamos ver. Espera que preciso me concentrar de novo”.

Pai Kuzé tomou uma goipada, segurou a cabeça, fechou os olhos, deu um suspiro e jogou os búzios,”tchoc, tchoc, tchoc, tchoc, tchoc, práááááá”!

“Meu querido!!! Meu querido!!! Esse Santinha, realmente é um fenômeno. Muita musicalidade. Muita luz. Ele não vai ficar assim. Tem que ter muita união. Abraços. Vocês precisa se abraçar muito”.

Confesso que não entendi muito bem, mas tudo bem. Um senhor de cabelos grisalhos, também quis saber sobre o Santa Cruz, “diga mais do Santa, Pai Kuzé”.

“Serenidade, vocês precisam de muita serenidade. O poder estar dentro de vocês. Vejo o sol brilhando e alguns temporais”.

De repente, uma voz grita: “serenidade um aralho, Pai uzé. Eu ero saber é se o Santa vai anhar, vai fazer ol… Sol brilhando é meu acete”. O cara era fanhoso e tava cheio dos paus.

Meus amigos, o tempo fechou. Pai Kuzé partiu para cima do fanho, “respeite os orixás seu cabra safado”. “Eu ero é ê o orixá tome no ú. Eu sou é tri-olor, porra”.

A tapa comeu no centro. Gritaria, corre-corre, o coitado do fanhoso apanhou até de mulher.

Deixei a confusão lá e me mandei. Da próxima vez vou procurar uma cartomante tricolor.

Debate Coral 30/12/2008

Pernas pro ar e descanso merecido - Foto: Anizio Silva

Pernas pro ar e descanso merecido - Foto: Anizio Silva

Tricolores, continuamos em recesso por motivos altamente relevantes: praia, cerveja e camarão; sítio, cana de cabeça e bode.

A Redação do Blog do Santinha

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